Bancário recebe R$ 200 mil em indenização por transportar dinheiro entre bancos

Bradesco é condenado a indenizar bancário em R$ 200 mil por obrigá-lo a transportar dinheiro entre agências, sem segurança nem previsão contratual.

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Um bancário que atuava em Goiás conseguiu na Justiça o reconhecimento de uma indenização expressiva por ter sido obrigado, durante anos, a transportar grandes quantias de dinheiro entre agências bancárias — sem qualquer preparo, segurança ou atribuição formal para essa atividade. O empregador? O Banco Bradesco.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio da Sexta Turma, elevou o valor da indenização de R$ 15 mil para R$ 50 mil, entendendo que a prática reiterada de transportar valores, a pé ou de carro, configurou grave violação à segurança e à dignidade do trabalhador.

O que motivou a indenização?

Segundo os autos (Processo RR-11075-56.2013.5.18.0001), o bancário transportava valores entre R$ 30 mil e R$ 50 mil com frequência. Em uma das unidades, era comum que ele levasse, a pé, o excedente de R$ 200 mil até outra agência. Em outra localidade, fazia o transporte de carro, por longas distâncias, até agências vizinhas.

Essas tarefas eram exigidas fora de sua função original e sem respaldo legal. O Bradesco tentou se defender alegando que a atividade deveria ser executada por empresa especializada. No entanto, o TRT da 18ª Região confirmou, com base em testemunhas, que a prática era comum entre os próprios empregados.

O que a Justiça decidiu?

O TST reconheceu que, ainda que a prática não fosse diária, o risco imposto ao trabalhador era evidente. O relator, ministro Augusto César, fundamentou que, nesses casos, é legítimo ajustar o valor da indenização de acordo com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Com base em precedentes semelhantes, o valor foi majorado para R$ 50 mil.

Ao somar a condenação de primeira instância e a majoração da instância superior, o valor total da indenização alcançou os R$ 200 mil.

O que isso significa para você, trabalhador de financeira?

Se você atua em promotora de crédito ou instituição financeira e já foi instruído a:

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  • entregar malotes sem segurança,
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